Animes infinitos VS Animes pequenos

E finalmente a coragem subiu pelas minhas veias! Recarreguei todo meu chakra, concentrei meu ki, afiei minha zanpakutou (kkk) e consegui começar a encarar os mais de 500 episódios de One Piece, o maior recordistas de vendas de mangás de todos os tempos, e um anime que todos muita gente diz ser o melhor dento os “infinitos”. Como minha preguiça comanda o rumo da minha vida, nunca fui capaz de embarcar nesse navio (essa doeu em mim) mas depois de muita encheção de saco de um amigo meu e de uma vontade repentina de ver um bom shounen de batalha baixei os episódios e comecei o anime que devo levar meses pra terminar, isso se eu gostar.

Mas calma, antes que vocês comecem a arrancar os cabelos com as mãos, esse não será um post sobre One Piece, afinal é impossível fazê-lo com os 5 episódios que assisti, mas quem sabe um dia…Voltando ao motivo real desse texto…

Pensando nisso eu lembrei de uma velha questão que já discuti várias vezes com amigos: quais animes são melhores? os infinitos ou os menores, de 12, 26, 50 episódios? Me pareceu uma boa ideia para um post, e por coincidência eu criei um blog, então… o que estou esperando!?

Já reparei que a grande maioria das pessoas começaram a ver animes como Naruto, Bleach, One Piece, ou algum outro anime gigantesco, pelo menos com todos meus amigos foi assim, mas depois de um tempo a idade vem chegando, as responsabilidades e a preguiça nos impedem de ficar 17 horas por dia vendo as centenas de episódios do shinigami ruivo, e o cansaço constante acaba nos jogando para o mundo dos animes menores, com os conhecidos Death Note, Fullmetal Alchemist, Elfen Lied… todos animes de alta qualidade, e que gosto muito.

Nas discussões sobre isso sempre tinha uma pessoa que achava os animes maiores melhores e outra que preferia os menores, os argumentos costumavam ser: “é claro que os maiores são melhores, só o fato de terem tantos episódios já mostra o sucesso deles e como são bons…”, “os animes menores são bem melhores, num tem toda aquela enrolação e fillers (episódios de preenchimento, histórias criadas exclusivamente para os animes, na maioria das vezes sem relação alguma com a trama original, normalmente em arcos, eles tem o objetivo de afastar a história do anime da publicação do mangá) que sempre são um saco…”. Eu nunca consegui me decidir em qual dos dois grupos eu ficava, sempre concordava em algumas coisas com os dois lados, acho sim que os milhares de episódios conseguem contar uma história mais complexa e envolvente, com tempo para desenvolver os personagens melhor, mas na grande maioria das vezes não é isso o que acontece, em contrapartida os animes menores são mais rápidos de se ver, com histórias bem fechadas, sem muitas enrolações, tramas bem boladas, como se toda a história já estivesse sido pensada desde o começo. No fim nunca chegávamos a uma conclusão de qual era melhor, afinal não é tão fácil assim mudar a opinião de uma pessoa. Mas eu pude chegar a uma conclusão, que para mim faz bastante sentido.

Não existe uma resposta pra essa pergunta, afinal a qualidade do animes não está na quantidade de episódios, mas sim na história contada e no forma como ela é apresentada, basicamente. A diferença maior está no próprio telespectador, existem pessoas que simplesmente não consegue ficar muito tempo com o nariz colado no monitor assistindo filmes, séries, animes, ou qualquer produto audiovisual, assim como existem os que tem tempo e capacidade de ficar do momento em que acordaram até a hora de nanar na frente do computador, sobrevivendo com um balde e refeições que já vem prontas (em casos mais extremos). A questão é qual tipo de espectador você é e qual tipo de anime se encaixa melhor para a sua realidade, afinal, história boa é o que não falta em nenhum dos dois grupo.

Animes grandes ou pequenos, essa classificação se remete apenas ao número de episódios e não à qualidade, e não adianta tentar discutir buscando a resposta definitiva de qual dos dois são melhores, porque ela não existe, tudo o que podemos fazer é discutir sobre os pontos que gostamos ou não em um anime e ouvir a opinião do outro, afinal nada melhor do que uma discussão saudável sobre nossos animes preferidos num grupo de amigos, pelo simples fato de discutir, de trocar informações, experiências, e quem sabe até descobrir um novo anime para acrescentar àquela lista gigantesca que nunca diminui.

E para finalizar, uma chamada às pessoas tímidas que não comentam, vamos lá galera! É chegada a hora de declarar seu amor por uma obra animística, ou mesmo um desabafo por aquele anime que você tanto esperava e que no fim acabou te decepcionando, qualquer que seja, diga o porque e o que gosta nele, e se possível o que não gosta também, vamos fazer uma dessas discussões saudáveis que são tão prazerosas de participar, estarei aguardando com o dedo no F5, esperando o primeiro destemido a postar sua opinião.

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13 respostas em “Animes infinitos VS Animes pequenos

  1. vou ser o primeiro nesse caso, 😛 lek, tipo eu gosto dos animes pequenos, pois são os q mais vejo mais tbm qndo acaba da mo agunia querendo q vem mais, os animes grandes ficam sem historias com o passar do tempo, e tu tem q ficar matando e revivendo os personagens k’, mais são bons, os pequenos quase nao saem do mangá mais qndo acaba tu fala: tinha q ter 10k de eps aff kk’ 😛 é isso oq eu acho apesar de eu ver mais pequenos, sempre kero um do tamanho do mundo kk’

    • e eis que veio o primeiro comentário, kkkk, pode esperar seu prêmio em frente o portão de sua casa, algum dia deve chegar. Se isso não acontecer, foi culpa do correio 😀
      Pois é, é uma questão muito pessoal mesmo, os animes grandes realmente tendem a se perder no foco da história, deixando de contar muita coisa interessante e deixando de trabalhar bons personagens pra acabar mostrando sagas de personagens novos que agregam pouco ou nada ao enredo central (isso na grande maioria das vezes), e depois disso ainda vem os fillers que não ajudam em nada, mas os pequenos também tem seus defeitos, como você mesmo disse eles acabam rápido, mas muitas adaptações de mangás grandes para animes pequenos acabam tendo um final criado para o anime que não costuma agradar muito o público (como Soul Eater por exemplo), enfim é realmente uma questão de gosto pessoal, cada um vai com o que mais tem afinidade.

  2. Discordo da ideia de que depende do tipo de espectador defendida no sexto parágrafo. De fato, discordo da ideia de que a escolha entre anime grande/pequeno esteja ligada a disposição para assistir os epissódeos diretante. Tenho observado que grande parte dos meus amigos baladeiros (nem de longe otakus) que assistem algum anime, sempre optam por um grande (os mais comuns são Bleach, Naruto, One Piece) mesmo não dedicando muito tempo a assisti-los ou acompanhar blog ou comunidades sobre eles. Os motivos da escolha são sempre recomendações, o que me leva a creer que um anime grande consegue maior envolvimento dos espectadores que acabam por tornar-se constantes divulgadores do anime, mesmo que inconscientemente. Eu mesmo vivo recomendando Naruto e Bleach, pois como eles estão ainda em andamento estão mais presentes em minha mente (envolvimento é maior), enquanto alguns animes como Death Note e até mesmo o enorme InuYasha recomendo apenas para amigos nerds. Com essa observação em mente concluo que os animes grandes levam vantagem na divulgação pelo simples fato de estarem em andamento, o próprio InuYasha mesmo sendo grande é menos divulgado por já estar concluído.

    • Bem, eu não quis dizer exatamente que as pessoas escolhem um anime grande ou pequeno no início de sua “vida no mundo otaku”, mas que conforme elas vão assistindo e se adentrando mais nesse universo elas tendem a preferir um do que outro. E concordo, os animes grandes, principalmente os battle shounens, devido ao forte envolvimento e sucesso com os otakus acabam sendo muito divulgados, principalmente por estarem todas semana sendo lançados, seja em forma de anime ou mangá, ou seja, as pessoas estão sempre comentando sobre eles, ao contrário dos animes pequenos que tendem a serem menos comentados e lembrados, por já terem sido concluídos, isso é algo natural. Logo, as pessoas que querem conhecer animes vão provavelmente começar pelos mais famosos, já que é o que todos estão comentando. E quanto a recomendação é interessante porque eu faço exatamente o contrário, nunca recomendo Naruto, Bleach, ou qualquer outro anime infinito pra alguém que quer começar a ver animes, ainda mais se for alguém que não está acostumado a essa mídia, porque sinto que o número de episódios vai assustá-la e ela nunca mais vai se aventurar pelas animações do oriente de novo (um pouquinho de exagero pra dramatizar), sempre recomento Death Note (foi até estranho você citá-lo kk), Elfen Lied se a pessoa quer ver algo mais pesado, na verdade acho Death note uma perfeita primeira indicação, por ter uma história digamos que mais cinematográfica (tanto que até teve sua versão nas telonas com dois live actions), sinto que mesmo uma pessoa que não gosta de animes e afins tem grandes chances de gostar de Death Note, ele se aproxima mais do que estamos acostumados a ver em produções ocidentais, sinto que seja por isso. Enfim, voltando, costumo ir sempre primeiro indicando animes curtos e que considero bons pra pessoa se simpatizar e talvez, se tiver coragem, depois disso ir encarar um anime infinito, e é claro que minha recomendação nessa hora é Naruto sem dúvida kkk.

      • Entendo sua preocupaçao em indicar um anime menor. Entretanto, devido ao sucesso de Dragon Ball e Cavaleiros do Zodiaco no Brasil, a aceitação de um anime shounen de luta é mais fácil do que a de outros. Mesmo que a história seja mais ocidentalizada como Death Note, a aceitaçao de um personagem principal carismático que prega coisas como amizade e superação é mais fácil e me parece uma melhor introdução ao “universo dos animes”.
        No aguardo por mais posts

      • Bem, acho que aí entra outro tema que seria o público alvo, para uma pessoa da minha idade que já tem aquele certo preconceito, que acha que animes são coisas bizarras, infantis, com uma história boba (não que não exista animes com todas essas características), não acho que um anime infinito seja uma boa indicação (por terem várias dessa características que podem incomodar quem não está ou preparado ou acostumado com isso, afinal quem não se lembra de ficar pensando “que porra é essa” quando assistia os primeiros animes de suas vidas?), mas para uma pessoa que gosta dos tipos de histórias que os battle shounens retratam, um Bleach, One Piece, e Naruto é claro, são uma ótima escolha, depende do quão aberta a pessoa está para conhecer esse mundo cheio de bizarrices vindo do Japão 😀
        Então é isso, a aceitação de Cavaleiros, Dragon Ball, etc se deu por uma nação de crianças que se encantam exatamente pelos pontos que você destacou, mas no caso das pessoas que eu costumo indicar, vou de um Death Note, já que acredito que o próprio público alvo da obra se encaixa no perfil dessa pessoa. E afinal pra quem eu indicaria Dragon Ball? Existe alguém que ainda não viu? E pode deixar estou preparando vários post novos, com as férias chegando então, vai ser movimentado.

  3. Ótimo texto.
    Na minha humilde opinião de merda o que decide se um anime (ou qualquer história) será boa ou não é o seu “ciclo completo”, e não sua quantidade de episódios.
    Um anime pode ter 1000 episódios, contanto que desses 1000 TODOS sejam de suma importância para a história PRINCIPAL que o autor propôs a nos contar e não uma extensão desnecessária.
    A premissa BÁSICA de uma boa história é ter uma lógica, e toda boa história bem estruturada tem começo, meio e FIM!
    O maior pecado desses animes infinitos é literalmente ser INFINITO, não se tem uma perspectiva de fechamento de um ciclo. Imagine comigo que saco seria ir a um cinema, e por mais que o filme seja incrível, o msm não ter um fim nunca? Ou pelo menos ser tão imenso que vc não terá uma perspectiva de fechamento de história? Ou então ler um livro que vc gosta muito (no seu caso, Roberto, o Harry Tosco… quer dizer Potter kkkkkk) e por mais que este seja incrível tb ele não ter fim?
    Neste ponto os animes menores ganham, por serem mais sucintos e terem uma história bem fechada (ou não. Não necessariamente um anime pequeno será bem fechado, este ponto já tange a habilidade do autor em escrever). Por outro lado a nossa criança interior está sempre gritando ” EU QUERO MAIS DESSA PORRA !!! “, é inevitável. Assim como nas histórias do jovem bruxo. Tenho ctz que vc (roberto) quer mais e mais do bruxo. Porém a história para vc está perfeita, fez parte da sua vida e terminou. Agora reside em suas memórias e nas discussões com os amigos.
    Voltando ao ponto da criança interior… Por mais que este sentimento aflore dentro de nós temos que nos desapegar. O sentimento de “Let it go !”. Tudo que é bom tem que ter um fim. Nada é eterno nesta vida.
    Respondendo então a pergunta do tópico: Não há como mensurar qual é melhor, entretanto, tem como ver quando algo há uma real necessidade em se estender ou não. E se for se estender, quando será o momento de parar ou não. Não devemos deixar nossa criança interior falar mais alto, devemos deixar ela se divertindo com a experiência à qual nos foi proporcionado pela história.
    Afinal, até DBZ chegou ao fim, não é? E este ano ganharemos o presente de poder rever Goku nas telas do cinema (isso se o filme chegar no Brasil, triste.)

    • Também concordo de julgar o anime completo, e não parte dele, tanto que não vejo sentido em dar notas em animes que ainda estão sendo lançados, como muitos fazem. A questão é que são poucos os animes que os 1000 episódios realmente tem importância para obra, seja em Naruto, Bleach, Fairy Tail, One Piece, Soul Eater, etc. todos esses animes, e outros, acabam tendo episódios, que mesmo não sendo fillers, não tem uma grande relevância para a obra. Essa questão da enrolação que existe em shounens acontece graças ao estilo do mercado de mangás semanais, mas bem, deixarei isso para um outro post quem sabe 🙂
      E quanto ao Harry Tosco Potter, eu realmente não queria que fosse eterno mesmo, também partilho dessa ideia de que a coisa acaba se perdendo quando ela é estendida mais do que foi previamente pensada, é claro que existem as exceções, mas são muito poucas. E eu particularmente não gosto muito do final de Harry Potter, acho que deixa muuuuito a desejar.
      E sim a minha criança interior grita a mesma coisa kkkkk, e realmente por mais que eu não tenha gostado do fim, toda a saga do bruxo fez parte da minha infância, e eu jamais não vou me arrepiar ao ver o símbolo da Warner Bros. subindo acompanhado da música característica de Harry.
      E quem não está ansioso pelo filme do homem mais forte do universo!!!!?

  4. Já eu não aguento animês grandes, pq eu quero saber o final logo, e esses animes infinitos geralmente perde a HIStoria ou fica naquela mesmice,Os pequenos ñ, são rapidos, legais e prende qualquer um… Veja o caso de Death Note, é curto porem o enrredo,personagens e expectativas fazem vc se ligar ao Anime de um modo q se vc ñ se controla vê logo uns 25Ep de uma vez… Rsrsrs’ ~ O unico anime infinito q gosto é Pokémon, só q Pokemon ñ tem bem uma HIStoria… E é super divertido… É isso ^^

    • É, esse é um dos maiores problemas dos animes grandes, mas em compensação eles tem outras motivos pra nos deixar pregados na tela assistindo. Continuo com a minha conclusão de que o que é melhor vai depender do gosto e das preferências da pessoa, eu particularmente gosto dos dois, não consigo decidir o que acho melhor. Costumo ter uma fase que tenho vontade de ver vários animes curtos, assim como tem horas que quero ver um anime gigantesco, vai variando. Agora por exemplo estou em fase de ver animes pequenos 🙂 descansando um pouco de One Piece XD

  5. Se nós olharmos não só para a popularidade, mas também pela qualidade, os principais personagens que marcaram o mundo dos animes foram de animes grandes.

    Apesar disso, tenho pra mim que os menores são mais interessantes.
    Admiro um autor que consiga conquistar fãs logo no início da obra e contar uma história
    tão boa usando poucos capítulos. Isso já deixa a história inesquecível sem precisar estender a muitos episódios, como é o caso do Death Note.

    Aliás, além dele, também recomendo um chamado Sakimichi No Apollon.
    Tem apenas 11 episódios mas são contados de uma maneira tão envolvente que
    dá impressão de ter muito mais. ^^

    • Já vi sim Sakamichi, e reconheço a qualidade dele, mas particularmente não gosto muito, mas faz tanto tempo que vi que nem posso argumentar tanto sobre…. mas sim, muito animes curtos são extremamente profundos, conseguindo apresentar um universo e explorá-lo bem em poucos episódios.

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