Porque só eu gosto de Ao no Exorcist

Antes de mais nada quero dizer que serei extremamente rigoroso quanto a spoilers nos meus post, vou sempre tentar evitá-los, e usá-los apenas quando sentir que seja necessário para a qualidade e entendimento do texto, mas para os que se preocupam em “não descobrir o que acontece” podem ficar tranquilos, estarei separando os spoilers por dois desses: [SPOILERS] e os escrevendo em uma fonte mais clara, então não tem perigo de acabar descobrindo algo importante sobre a história. Eu devo ser a pessoa mais chata com spoilers do mundo, com direito a mãos no ouvido e gritos de spoilers em alto e em bom som (pior que isso é verdade… quando eu não saio correndo, hehe), por isso se a forma como eu evitei eles nesse post foi exagerada ou não, os comentários seriam muito bem vindos pra eu ficar menos paranoico quanto a isso. Esse post vai ter spoilers do primeiro episódio (muitos nem consideram isso spoiler) então só os com fobias de spoilers nível 10 vão pular essa parte, enfim leiam e comentem, vamos lá!

Na semana passada terminei de ver o último episódio de Ao no Exorcist, já estava na “seca” de um anime que me agradasse há algum tempo, e esse foi o que fez meu coração bater mais forte, rir, e me divertir como não fazia com nenhum dos últimos animes que vi, fui todo animado falar com meus poucos amigos que partilham do meu gosto por animes e coisas nipônicas quando eles viram alguns episódios e não sentiram a emoção que eu senti… mas, por quê!?

Bem, pra quem não sabe, Ao no Exorcist (também conhecido como Blue Exorcist) é um mangá lançado desde 2009 , escrito e desenhado pela mangaká Kazue Kato, isso mesmo, é mais daqueles casos das mulheres mostrando que podem se dar muito bem no mundo dos mangás para garotos, ganhou sua adaptação em um anime de 25 episódios e um especial, com um filme programado para 2013. Conta a história de um jovem chamado Rin que sempre se envolve em problemas na escola, brigando com outros garotos e trazendo problemas pro seu pai, que é um padre da igreja que estranhamente é onde eles vivem. [SPOILERS] Até que, no fim do primeiro episódio, ele descobre a existência de dois mundos, um deles conhecido como Gehenna, o mundo dos demônios e o outro é Assiah, o mundo dos humanos, e que seu verdadeiro pai é o bam bam bam do submundo, Satã! que teve um filho com uma humana, dando a luz a ele e seu irmão gêmeo, Yukio, que tem a personalidade praticamente oposta a de Rin. [SPOILERS]

Basicamente, é um típico shounen (animes tendo como público alvo garotos) de batalha, com personagens carismáticos, e sempre retratados da forma mais “maneira” possível, algumas pitadas de lutas, um pouco menos do que eu esperava, mas muito bem feitas e divertidas, com algumas piadas bem legais e momentos dramáticos bem bonitos. Ao que tudo parece, Ao no Exorcist não tem nada de diferente certo? Errado! Ou certo, se você que assistiu não gostou por causa disso, hehe.

A estrutura básica do anime é exatamente a de um shounen mediano, ele pega todos os pontos que um bom “anime para garotos” deve ter e consegue recriar todos de forma bastante agradável. Até mesmo as características dos personagens correspondem aos típicos personagens que vemos em todos os shounens infinitos por aí, o personagem “cool” com um poder obscuro, a garotinha bonitinha e carismática totalmente inútil, um amigo que rivaliza com o personagem principal, etc, só isso já bastaria para agradar centenas de espectadores, como tantos outros animes medianos fazem, mas é exatamente nesses personagem que mora o diferencial do anime do filho de satã.

A surpresa toda começa quando você vê eles reagindo ao que acontece na trama da história, isso é o que normalmente deveria acontecer em todas as histórias, mas não é o que vemos em vários animes por aí, já cansei de ver um personagem não fazer nada em momentos que colocam em prova aquela personalidade peculiar com que ele foi apresentado, e principalmente o que mais acontece é a falta de envolvimento dos personagens em outros aspectos da história, principalmente em “shounens infinitos”,  os personagens secundários costumam aparecer contar sua história dramática e cativante, e depois voltarem a ser secundário e sem personalidade, e com o tempo vão sumindo até ninguém mais lembrar de sua existência, nem o próprio mangaká, e isso frusta milhões de fãs que se apegaram àquela pessoinha desenhada, como os fãs de Rock Lee, Hinata, Orihime, Lucy, Gray, etc. O que importa é: isso não acontece em Ao no Exorcist, tudo bem que são apenas 25 episódios, mas nesses poucos já percebemos como Kazue envolve os personagens em toda a história, trabalhando seus psicológicos, mostrando como eles reagem ao que acontece, como lidam com seus problemas, medos, e o mais importante, os mostra encarando e tentando realmente resolvê-los, e não dizendo que vai mudar, tentar, e no fim não mudar nada (como uma velha Sakura de um anime de um garotinho loiro de 9 caudas que conhecemos) e isso foi o que mais me marcou em AnE, os personagens existirem, se envolverem com os acontecimentos de todo o anime, reagirem à trama assim como o principal reagiria, alguns desistem, outros se revoltam, é assim que as pessoas costumam reagir e é assim que é mostrado.

Não posso me esquecer também de elogiar a trilha sonora, desde as músicas de abertura e encerramento, até as que acompanham o anime, são todas muito boas, eu não tenho o costume de reparar na trilha de filmes, animes etc, mas ainda bem que por algum motivo eu reparei nessa, talvez pro ela ter sido tão boa, enfim, a trilha que toca nos momentos tristes não estão ali pra anunciar que você deveria estar triste agora, como acontece com mais frequência do que deveria nesse mundo animístico, até nos produtos mais famosos, elas estão ali pra realmente aumentar a carga emocional da cena, se envolvendo em um só com o que aparece na tela e quem sabe tirar lágrimas de alguns espectadores desprevenidos. Destaque para a animação também, que estava muito bem feita, na minha opinião, com umas cenas de luta com movimentos criativos e bem divertidos de se ver, dava até pra entender de onde vinha o soco e quem levava ele, quem diria hã!? Anime muito bom, não tem uma reviravolta com plots twists no roteiro, mas tem sim uma história bonita e legal de se ver, vale muito a pena. E é por isso e muito mais que eu recomendo Ao no Exorcist, e acho que todos deveriam ver esse shounen que tem mais pra mostrar do que parece.

PS: Quando digo que só eu gosto de Ao no Exorcist (lá em cima, no título do post) não estou descartando o enorme fandom que se criou, principalmente com o lançamento do anime, estava exagerando mesmo, querendo dizer que no meu grupo de amigos só eu gosto.

E aí o que vocês acham? Não concordam com nada que eu disse? Também gostaram desse anime? Qual outros animes vocês curtiram? Qual a distância entre a Terra e Plutão? Respondam comentem, só não briguem, aí nesse espaço em baixo mesmo. \o/

PS2: Parabéns hoje para o dono do blog que faz 19 anos, e continua esperando um comentários surgir em algum canto desse blog…

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4 respostas em “Porque só eu gosto de Ao no Exorcist

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